Teresa Tavares (DEB) e Isabel Neves (DQ) vencem ex-aequo o Prémio Nacional de Inovação Ambiental 2007

Projecto conjunto do Departamento de Engenharia Biológica e do Departamento de Química da Universidade do Minho vence "Prémio Nacional de Inovação Ambiental 2007".

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Projecto conjunto do Departamento de Engenharia Biológica e do Departamento de Química da Universidade do Minho vence "Prémio Nacional de Inovação Ambiental 2007". 

Equipa liderada pela Profª Teresa Tavares vence o PNIA 2007 com um novo "Processo de Recuperação e Reutilização de Crómio". O Prémio Nacional de Inovação Ambiental é uma iniciativa da "Indústria e Ambiente, Revista de Informação Técnico-Científica", e corresponde à primeira fase do European Environmental Press Award, "Environmental Innovation for Europe", isto é, à selecção a nível local de candidatos ao prémio europeu. Assim sendo, os vencedores desta 3ª edição serão os candidatos portugueses ao EEP Award. O objectivo é reconhecer as entidades portuguesas e europeias que contribuem para um bom desempenho ambiental através das suas inovações.

O Prémio será entregue no próximo dia 12 de Julho em cerimónia com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Processo de Recuperação e Reutilização de Crómio
Nova tecnologia de fixação do cromato ou do dicromato num zeólito sintético, por recurso a um biofilme bacteriano, permitindo a recuperação do crómio. Trata-se de um processo de tratamento de efluentes líquidos (o crómio é um poluente muito tóxico, presente nas águas residuais de variadas indústrias), fazendo a reintrodução sustentada de um poluente no processo industrial. Destacam-se as seguintes vantagens:

  • Permite o tratamento dos efluentes industriais com baixas concentrações de crómio.
  • Evita a acumulação das lamas resultantes do tratamento convencional por precipitação do crómio, que actualmente estão armazenadas à espera de melhores soluções ambientais.
  • O crómio pode ser comercializado como um catalisador eficaz, activo e selectivo para o tratamento de efluentes gasosos ou líquidos com compostos orgânicos voláteis. O que constituía uma fonte de despesa (o tratamento do resíduo ou mesmo o pagamento das coimas por incumprimento da legislação), passa a ser considerado com produto comercializável. As empresas que adquiram os catalisadores para tratamento dos seus efluentes gasosos ou líquidos, poderão fazê-lo a preços muito mais competitivos que os actualmente praticados no mercado.

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