OCRATOXINA

Project Title
Prevenção da contaminação fúngica (ocratoxina A) em Vinho do Porto e em Vinho Verde
Project Type
Nacional / Public
Funding Body
Funding Program
AGRO Acção 8.1
Reference
255
Funding
  • CEB: 29 390,00
  • Total: 98 552,00
Start
01-02-2002
End
31-01-2005
Partnership
Universidade do Minho, FEUP - Universidade do Porto; Instituto do Vinho do Porto e Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Principal Investigator

Abstract

A Ocratoxina A é uma micotoxina (produtos de metabolismo secundário dos fungos) com reconhecida actividade nefrotóxica, se bem que a sua carcinogenicidade só foi até ao momento provada em estudos laborais com ratinhos. A problemática da OTA em torno da segurança alimentar prende-se com o facto da sua ingestão poder ter origem em vários tipos de alimentos ao mesmo tempo, como cafés, grãos, frutas secas, etc. A detecção de OTA em vinhos apareceu nos anos 80, tendo desde aí surgido um conjunto de resultados que apontam para uma leve contaminação dos vinhos, com maior incidência nas regiões do Sul da Europa. No presente tem sido discutido a possibilidade de adopção de limites máximos legais, quer a nível da Comunidade Europeia, quer da OIV, pelo que urge a obtenção de um banco de dados com uma amostragem significativa que possibilite dados concretos que ajudem a essa tomada de decisão. Quanto a procedimentos tecnológicos, que permitam reduzir os teores de OTA no vinho, uma comunicação recente refere que tratemos com carvão activado e gel de sílica+gelatina possibilitam a redução de OTA até cerca de 90% e 50% respectivamente, embora o carvão activado afecte negativamente a cor do vinho. Até ao presente, não existem dados para certas vinificações especiais, como é o caso do Vinho do Porto (onde surge a interrupção da fermentação por adição de aguardente e consequentemente teor alcoólico elevado) e do Vinho do Verde (em que o teor alcoólico é relativamente baixo). Por esse motivo julgamos extremamente importante efectivar o estudo nestas condições específicas. Os objectivos são: promover a segurança alimentar, através da avaliação da extensão da contaminação fúngica e/ou presença de Ocratoxina A em vinhos de qualidade da Região Norte-Vinho do Porto e Vinho Verde; definir as origens da contaminação desde a vinha até ao vinho; reduzir a contaminação nos vinhos através dos processos tecnológicos mais apropriados, nos casos em que as medidas de prevenção não tiveram sucesso.